A Câmara dos Representantes do Japão aprovou nesta quinta-feira um pacote de reformas polêmico para fortalecer e permitir que o Exército possa atuar fora do país, o que invalidaria a Constituição aprovada após o término da Segunda Guerra Mundial. O intuito do primeiro-ministro, Shinzo Abe, é reforçar o papel dos militares para combater o avanço da presença da China na região e contribuir mais para a manutenção dos esforços da paz internacional.

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Em uma votação com forte rejeição da oposição e em meio a protestos da população que tem se intensificado, os deputados do Partido Liberal Democrata (PLD) do primeiro-ministro e os aliados da coalizão do governo conseguiram aprovar lei que propõe as mudanças.

Agora, o projeto será enviado à Câmara dos Conselheiros, a câmara alta do parlamento japonês, para uma votação de no máximo em 60 dias.

Parlamentares da oposição saíram depois que seus líderes partidários fizeram discursos finais

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contra as reformas. Apenas os membros do Partido da Restauração do Japão votaram contra a proposta e contra a legislação do partido no poder.

A legislação foi elaborada depois que o gabinete do primeiro-ministro no ano passado adotou uma nova interpretação da Constituição pacifista do Japão, que foi elaborada pelos EUA e está em vigor desde um ano após o fim da II Guerra Mundial.

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A oposição, incluindo legisladores, juristas e acadêmicos, contra-argumentam dizendo que a nova interpretação é inconstitucional.

Pesquisas mostram que cerca de 80% dos japoneses são contra as medidas e a maioria acha que a legislação é inconstitucional. Fonte: Associated Press.