O Dalai Lama iniciou nesta sexta-feira uma visita de dez dias ao Reino Unido marcada pela ameaça das autoridades chinesas de retirar seus atletas das instalações onde se prepararão para os Jogos Olímpicos de Londres em protesto pela presença do líder espiritual no país. “Isto acontece sempre, é quase como uma rotina”, afirmou hoje o líder tibetano no exílio, de 76 anos, durante um encontro na Convenção de Negócios de Yorkshire, na cidade de Leeds (Inglaterra).

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Nesta cidade do condado de West Yorkshire, no norte da Inglaterra, 300 atletas chineses se concentrarão em breve para aclimatar-se às condições britânicas antes das Olimpíadas. No entanto, segundo a emissora “BBC”, os dirigentes da delegação chinesa pressionaram as autoridades de Leeds para que suspendessem o encontro do Dalai Lama com líderes empresariais e outros agentes sociais da cidade.

Antes de chegar a Leeds, o líder religioso tibetano começou hoje sua visita ao Reino Unido com uma entrevista coletiva em Manchester, durante a qual também opinou sobre a crise econômica que afeta à União Europeia (UE). “É muito, muito séria, mas, se pedir meu conselho, então digo que não sou um especialista, mas houve casos de reconstrução após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Alemanha e Japão reconstruíram sua economia, então por que não?”, comentou.

O Dalai Lama também se declarou “muito contente por estar de novo” no Reino Unido, com o qual mantém “estreitas relações” e onde espera estender sua mensagem de “não violência, diálogo e responsabilidade universal”. Em Manchester, o líder religioso deve realizar amanhã uma conferência perante milhares de jovens em um dos pavilhões esportivos da cidade, ato que será apresentado pelo humorista e ator Russell Brand.

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Depois continuará seu périplo britânico com eventos organizados em Londres na Universidade de Westminster e na London School of Economics and Political Science. Também viajará para a Escócia, onde se dirigirá ao público no Edinburgh Usher Hall da capital escocesa, no Caird Hall de Dundee e no Teatro Eden de Inverness.

O líder religioso aproveitará sua visita para se reunir também com membros das comunidades tibetanas, nepalis e budistas mongóis, assim como com outros líderes religiosos e deputados dos Parlamentos de Londres e Edimburgo.

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