Custo final do vazamento ainda é imprevisível, diz BP

Estimar os custos finais que a British Petroleum (BP) terá com o vazamento de petróleo do poço de Macondo, no Golfo do México, só será possível após o vazamento ser interrompido, disse o encarregado das operações de limpeza e diretor-gerente da companhia, Bob Dudley. “É difícil falar sobre um limite preciso para as indenizações enquanto o vazamento no Golfo continua”, afirmou Dudley durante uma entrevista transmitida ao vivo pela internet e conduzida pela PBS.

Segundo ele, a BP tinha se comprometido em reservar US$ 20 bilhões em uma conta especial para pagar por prejuízos financeiros e outras reclamações decorrentes do vazamento do poço, que tem despejado petróleo no mar do Golfo desde que a plataforma Deepwater Horizon explodiu e afundou, em abril. Dudley acrescentou que esses US$ 20 bilhões não são um limite e que a empresa já pagou US$ 138 milhões em indenizações até agora.

Respondendo a uma pergunta sobre a possibilidade de a BP entrar em falência e suspender os pagamentos, Dudley disse que a empresa continua “muito forte em termos de fluxo de caixa”. Segundo ele, é importante ter uma empresa forte e viável. “Nós precisamos ter certeza nos nossos investimentos para podermos continuar a gerar recursos, o que vai nos permitir cumprir nossos compromissos e obrigações e pagar as indenizações”.

Atualmente a BP está usando duas plataformas de perfuração para capturar entre 23 mil e 25 mil barris de petróleo por dia do poço que está vazando. Uma terceira plataforma deve ser instalada e aumentar o volume de petróleo capturado em 20 mil barris por dia, mas o mar agitado pelo furacão Alex impediu a BP de instalar o novo sistema de contenção.

A BP também teve de interromper a coleta de petróleo, a pulverização de dispersantes e a instalação de barreiras protetoras ao longo da costa quando ondas de mais de 3,6 metros de altura atingiram a zona do vazamento, disse Dudley. Essas operações devem ser retomadas no sábado. As informações são da Dow Jones.

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