Membros que participam da Cúpula dos países da América do Sul e África, realizada na Isla de Margarita (Venezuela), aprovaram por unanimidade a moção apresentada pelo governo brasileiro condenando o golpe em Honduras. De acordo com o diretor do Departamento de Mecanismos Regionais, Gilberto Moura, o texto, além de reprovar o impasse político no país, exige “a imediata e incondicional restituição de Zelaya ao poder”, segundo informou o embaixador à “Agência Brasil”, referindo-se ao presidente deposto Manuel Zelaya.

O documento também manifesta “a necessidade da preservação e inviolabilidade da segurança da embaixada brasileira naquele país, além da segurança dos funcionários e de todos os que lá se encontram instalados”.

O presidente Zelaya está na embaixada brasileira em Honduras desde 21 de setembro. No mesmo dia, a primeira-dama Xiomara Castro Zelaya afirmou que o retorno do marido ao país era uma tentativa de retomar o diálogo com o governo interino. Desde então surgiram indicações de que o atual presidente Roberto Micheletti poderia negociar o fim do impasse com Zelaya, mas as conversações entre o presidente deposto e o governo em exercício ainda não chegaram a um consenso.

Durante os primeiros dias de estadia de Zelaya na embaixada, o local foi alvo de corte no fornecimento de água, eletricidade, comida e meios de comunicação. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) então decidiu se posicionar contra o que classificou como “atos de intimidação” ao local, situado na capital Tegucigalpa, sendo os serviços públicos restabelecidos na quarta-feira passada.