Washington, 28 (AE) – Cuba anunciou neste sábado novas medidas migratórias para fortalecer os vínculos com os cerca de 800 mil cubanos expatriados, ante o que qualifica como obstáculos injustos criados pela expulsão de funcionários consulares após as acusações dos Estados Unidos de que seus diplomatas sofreram misteriosos ataque sônicos na ilha.

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O ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, anunciou que a partir de 1º de janeiro será eliminado o requisito de habilitar o passaporte cubano para viajar à ilha, será autorizada a entrada e a saída de cubanos expatriados através de duas marinas turísticas, será permitida a entrada no país de cubanos que saíram ilegalmente, exceto aqueles que partiram da base naval americana de Guantánamo, e acabará a exigência de que se apresentem em pessoa em registros civis cubanos os filhos nascidos no exterior de cubanos expatriados.

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“O governo dos Estados Unidos se fecha e Cuba se abre”, disse Rodríguez ante 129 cubanos residentes em 17 Estados americanos, presentes no quarto encontro de cubanos residentes nos EUA.

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As autoridades cubanas já haviam relaxado sua política imigratória em 2013, quando anularam a exigência para os moradores da ilha de solicitar uma permissão de saída para viajar ao exterior.

Rodríguez disse que os EUA prejudicam o direito das famílias cubanas de visitar parentes residentes nos EUA, ao suspender os vistos e reduzir seu pessoal diplomático em Havana. Segundo ele, a nova exigência de que os cubanos devam ir até o consulado americano na Colômbia para pedir vistos com entrevistas pessoais representa um obstáculo impossível em muitos casos. “É inaceitável e imoral que o governo estadunidense tenha decidido apoiar decisões de natureza política que prejudicam o povo cubano”, disse.

Os EUA retiraram 60% de seu pessoal da ilha, expulsaram diplomatas cubanos, restringiram a entrega de vistos e emitiram um aviso aos viajantes para informar que 20 de seus diplomatas sofreram um suposto ataque com um arma sônica desconhecida que produzia surdez temporária ou permanente, náuseas, convulsões e outros sintomas aparentemente não vinculados. Rodríguez qualificou neste sábado as denúncias de ataques sônicos como “totalmente falsas” e como uma “manipulação destinada a prejudicar as relações bilaterais”. Fonte: Associated Press.