A Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP 22) começou nesta segunda-feira, em Marrakesh, com a missão de implementar o Acordo de Paris sobre o aquecimento global, firmado no ano passado.

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A Secretária Executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Patrícia Espinosa, afirmou que “nenhum político ou cidadão pode duvidar que o mundo esteja determinado a ser uma sociedade de baixa emissão de carbono”.

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Até agora, 100 países aderiram formalmente ao acordo aprovado no ano passado em Paris, incluindo alguns dos principais emissores de carbono, como Estados Unidos, China, Índia e União Europeia. No entanto, os EUA podem enfrentar um impasse caso Donald Trump, candidato republicano à presidência do país, vença as eleições amanhã. Trump já deu declarações de que cancelaria o acordo caso vencesse. Já Hillary Clinton, candidata democrata à Casa Branca, disse apoiar as políticas climáticas do governo Obama.

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Mesmo na COP 22, as atenções estão voltadas para as eleições presidenciais dos EUA. “Trump se tornou presidente? Eu pessoalmente não tenho problema com ele, mas o que o sujeito quer fazer? Ele está consciente do que está acontecendo com o clima?”, disse Adjo Bokon, de Togo.

O Acordo de Paris marcou a primeira vez que todos os países que emitem grande quantidade de poluentes chegaram a um acordo sobre o aquecimento global, reduzindo o aumento na emissão de gases a partir de combustíveis fósseis.

De acordo com a ONU, as emissões globais estão aumentando a cada ano, chegando a 52,7 bilhões de toneladas em 2014, sendo impulsionadas pela expansão da China, da Índia e de outras economias emergentes. Já as temperaturas médias globais continuam atingindo novos recordes: o ano passado foi o mais quente desde o início dos registros, no século 19, e espera-se que 2016 tenha temperaturas ainda mais quentes. Fonte: Associated Press.