Confiança dos argentinos despenca após conflito

O prolongado conflito do setor agropecuário com o governo da presidente Cristina Kirchner – junto com os problemas inflacionários dos últimos quatro meses – desatou uma onda de pessimismo generalizada na população sobre o futuro da economia argentina. Uma pesquisa realizada pela consultoria OPSM indica que as perspectivas otimistas da população em relação ao futuro despencaram de 51% para 37% desde o fim do ano passado. As expectativas negativas cresceram dos 10,4% de novembro, depois das eleições que levaram Cristina ao poder, para atuais 22,2%.

Os produtores agrícolas encerraram na quarta-feira (02) uma paralisação de 21 dias do setor, que levou o país ao desabastecimento de alimentos. Eles exigem o fim dos aumentos sobre os impostos das exportações agrícolas implementados dia 11 de março pelo governo. Os agricultores anunciaram uma trégua de 30 dias para tentar negociar com a presidente. Mas Cristina se recusa a suspender os aumentos. Dessa forma, permaneceria o impasse e o risco de uma volta ao locaute daqui a um mês.

Os analistas ressaltam que a crise com os agricultores provocou desgaste político da presidente Cristina, evidenciou o surgimento de um setor empresarial decidido a enfrentar o governo (o primeiro caso desde que em 2003 seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, tomou posse) e aumentou na população os temores de escalada do custo de vida. Além disso, o conflito levou a classe média às ruas para realizar os primeiros panelaços contra um governo após seis anos de calmaria. Segundo a pesquisa, 45% dos entrevistados consideram que a situação econômica da Argentina é "regular". Outros 25,5% afirmam que é "negativa". E somente 29,5% consideram que o panorama é "positivo".

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.