São Paulo – A alta comissária das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Louise Arbour, cobrou nesta terça-feira (4) mais empenho de governos, empresários e sociedade no cumprimento do que determina a Declaração Universal dos Direitos Humanos e na defesa de ativistas que zelam pelo documento.

A declaração completará 60 anos no ano que vem. Por conta disso, no dia 10 de dezembro deste ano, a ONU iniciará uma campanha de mobilização e sensibilização em favor dos princípios contidos no documento.

"Segurança de todas as pessoas é uma das obrigações de todos os governos. Eles têm a responsabilidade de proteger a vida de todos aqueles sob sua autoridade e assim devem fazer dentro do estado de direito e respeitando os direitos", destacou Louise Arbour, após reunião na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

"É preciso defender os defensores de direitos humanos porque são sempre vítimas de medidas repressivas ou em alguns casos de sociedades que simplesmente não entendem seus esforços.?

Segundo a alta comissária, o Brasil tem um papel de liderança no Conselho dos Direitos Humanos da ONU e é importante que os empresários também estejam empenhados nos esforços do país para tentar reorganizar, diminuir e acabar com as desigualdades da sociedade brasileira.

?Os empresários tem que lembrar que a igualdade de oportunidades não é suficiente. Algumas pessoas por qualquer momento não conseguem competir e desempenhar como o mercado espera porque o mercado não leva em consideração a igualdade que devemos respeitar.?

Louise Arbour chegou no Brasil ontem (3), onde permanece até o dia 5. Ela participará de encontros com organizações não-governamentais voltadas para a promoção dos direitos da mulher, crianças, adolescentes e deficientes físicos, bem como para o tratamento de questões relativas à discriminação racial ou por orientação sexual, à política carcerária e ao combate à violência.