A subcomissão de Assentamentos da Administração Civil de Israel, encarregada da colonização judaica na Cisjordânia, receberá hoje o primeiro projeto de construção na zona E1.

O projeto inclui a construção de 3.000 unidades habitacionais em um futuro bairro que receberá o nome de Mevaseret Adumim e fará parte da cidade-assentamento de Maalé Adumim, de acordo com o periódico israelense Israel Hayom.

Situado a leste de Jerusalém, o projeto tem uma área de 12 quilômetros quadrados e foi condenado pela comunidade internacional porque, se construído, romperá a continuidade do território palestino, acirrando os conflitos na região.

A subcomissão receberá o projeto de maneira que qualquer interessado possa apresentar objeções, segundo o jornal, que destaca que, não havendo uma decisão política que o paralise, demorará cerca de um ano para seguir adiante.

Na quinta-feira passada, por iniciativa do presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, a Palestina teve seu status na ONU (Organização das Nações Unidas) elevado de entidade observadora para de Estado observador não membro, um tácito reconhecimento da legitimidade do Estado palestino. A resolução foi aprovada com 138 votos a favor, nove contrários e 41 abstenções.

Em represália pela vitória palestina, Israel, além de impulsionar as construções em assentamentos, também decidiu não repassar US$ 100 milhões (R$ 213 milhões) que arrecadou em impostos, em nome da ANP, neste mês de novembro. O montante representa até 50% do exíguo orçamento palestino.

Medidas

Os embaixadores da União Europeia responsáveis para questões de segurança discutiram hoje em Bruxelas a possibilidades de todos os países do bloco escreveram para Israel expressando seu descontentamento com os planos de expansão dos assentamentos.

Outra possibilidade seria chamar os enviados israelenses para consultas, como alguns países já fizeram. Nenhuma decisão formal foi tomada durante a reunião, e a questão vai ser discutida novamente na próxima sexta.

Os Estados Unidos, principais aliados de Israel, também pediu que os israelenses reconsiderem a questão, dizendo que o plano complica os esforços de paz com os palestinos. Os israelenses já disseram que não vão recuar, afirmando a necessidade de defender o que chamam de seus “interesses vitais”, mesmo mediante fortes críticas internacionais.