A aliança governista “Concertación de Partidos por la Democracia e a esquerdista Juntos Podemos Más”, a poucas horas de vencer o prazo para inscrever os candidatos às eleições municipais de outubro, firmaram um pacto político histórico que busca “acabar com a exclusão”.

“Os presidentes do partido da Concertación honramos nossa palavra e resolvemos realizar essa negociação para as próximas municipais”, explicou a presidente do Partido Democrata Cristão, Soledad Alvear.

Esse é o primeiro pacto eleitoral explícito entre as duas frentes nos 18 anos desde o retorno à democracia, firmado entre a aliança Junto Podemos Más — formada por comunistas, humanistas e a esquerda cristã — e a Concertación — que reúne democratas cristãos, socialistas e radicais sociais-democratas.

O acordo foi ratificado pelos secretários-gerais dos partidos Socialista, Marcelo Schilling; Radical Social Democrata, Ernesto Velasco, e Comunista, Lautaro Carmona, que não deram detalhes sobre as discussões.

O pacto, que implicou dificuldades em ambas coalizões no momento de abrir mão de suas cotas, fixa um acordo de 26 municípios e a situação não apresentará candidatos em oito ou nove municípios onde os comunistas apresentarão sua opção.

O propósito do acordo é acabar com a exclusão da esquerda extraparlamentar e, conseqüentemente, vencer a oposição de direita nas eleições em alguns municípios para que esses sejam vencidos pelos candidatos da Concertación.