Palco principal da primeira e da segunda intifadas (levante palestino), a Cisjordânia, circundada por muros de concreto construídos pelos israelenses, está calma nos 11 dias de conflito na Faixa de Gaza, o outro território palestino. A população protesta contra a guerra, mas a ordem é mantida por uma polícia treinada com ajuda dos norte-americanos. Houve apenas um incidente no sábado (3), quando um manifestante morreu.

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Na terça, cerca de mil pessoas fizeram uma manifestação na praça central de Ramallah. Eram senhoras de sobretudo, algumas cobrindo a cabeça com o hijab, ao lado de jovens universitários de jeans e moletons, além de profissionais liberais de terno e gravata. Todos seguravam bandeiras palestinas com uma faixa laranja, que trazia os dizeres “Gaza vencerá”, em árabe.

A organização do ato foi do pacifista palestino Mustafa Bargouthi, que não é afiliado a nenhum dos dois grandes partidos palestinos, Fatah e Hamas. “Viemos para protestar em paz contra os ataques de Israel, o silêncio dos líderes árabes e a morte de crianças na Faixa de Gaza”, disse o líder palestino, que concorreu como independente na eleição presidencial palestina de 2005.

Câmeras e repórteres estrangeiros acompanharam a marcha, que durou pouco mais de uma hora. Policiais palestinos observavam e garantiam a segurança. Em nenhum momento os manifestantes provocaram confusão. Moradores de Ramallah observavam o ato com respeito. A cidade, sede da Autoridade Palestina, é conhecida por ser um bastião do Fatah. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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