Quatro navios de patrulha chineses voltaram a entrar em águas em disputa administradas por Tóquio, afirmou hoje (25) o governo japonês, em sinal de que a crise entre as duas maiores economias asiáticas, que já dura mais de um mês, está longe do fim.

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No relato da Guarda Costeira japonesa, os navios chineses navegaram por “várias horas” a 22 km do arquipélago controlado por Tóquio, que o chama de Senkaku, mas reclamado por Pequim, onde as ilhas têm o nome de Diaoyu.

A presença dos navios levou a Chancelaria japonesa a enviar um “forte protesto” a Pequim. Em resposta, a China disse que os navios faziam uma operação de “rotina para “salvaguardar a soberania do país”.

Navios chineses já haviam entrado em águas disputadas no mês passado, quando a crise se agravou. A nova incursão ocorre após um hiato de três semanas e mostra que houve poucos avanços nas conversas diplomáticas entre os dois países ocorridas na semana passada, em Xangai.

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Ultranacionalista

A crise foi detonada no início de setembro, quando o governo japonês comprou o arquipélago de mãos privadas. A justificativa era evitar que as ilhas fossem adquiridas pelo governador ultranacionalista de Tóquio, Shintaro Ishihara.

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Na quinta, Ishihara, 80, anunciou a formação de um novo partido nacional. “[O Japão] tem de parar de se curvar diante da vontade” da China, afirmou.
Entre as ideias defendidas por ele está a de que o Japão deve ter armas nucleares, o que implicaria renunciar à pacifista Constituição atual, redigida logo após a derrota na Segunda Guerra Mundial, quando o país estava sob ocupação americana.