O Congresso Nacional Popular (ANP, conhecido como Parlamento) da China aprovou neste domingo a primeira e controversa lei antiterrorista que recebeu fortes críticas por ser considerada contra a liberdade de expressão e contra o direito de propriedade intelectual, o que poderia prejudicar interesses empresariais e ainda infringir os direitos humanos.

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Segundo o Parlamento, a lei foi aprovada por unanimidade e entrará em vigor no dia 1º de janeiro. Ainda não se sabe quais são as disposições do projeto de lei que foram aprovadas.

A lei propõe a “enfrentar o terrorismo interno e a ajudar a manter a segurança mundial”, afirmou a agência oficial Xinhua. Em relação ao controle no setor de comunicações, a lei prevê que as empresas tecnológicas instalem uma “backdoor” nos códigos de programação, a fim de que as autoridades pudessem ter acesso ao sistema.

Os defensores dos direitos humanos e governos estrangeiros, incluindo Washington, expressaram preocupações sobre o provável impacto da lei sobre as empresas de tecnologia e liberdade de expressão. Eles dizem que é problemático o fato das empresas de telecomunicações e prestadores de serviços de internet serem obrigados a compartilhar chaves de criptografia e acesso “backdoor” com os agentes de segurança da polícia e do Estado visando prevenir atividades terroristas ou investigar atos de terrorismo.

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As autoridades chinesas disseram neste domingo que os requisitos para as empresas de tecnologia são necessários porque os terroristas estão cada vez mais se voltando para o ciberespaço e garantiram que a lei “não irá afetar os direitos de propriedade intelectual das empresas”, disse o parlamentar Li Shouwei. Fonte: Associated Press