O chanceler do Chile, Alfredo Moreno, declarou hoje que seu país “sempre” apoiou a reivindicação da Argentina pela soberania sobre as Ilhas Malvinas e negou que a postura afete a relação com a Grã-Bretanha.

“Esta é a posição de todos os países do continente e creio que a Argentina merece esse apoio”, afirmou Moreno em entrevista à televisão chilena, dizendo que “não há nada de novo” na declaração de apoio do Chile sobre o assunto.

Ele esclareceu que o governo de Cristina Kirchner solicitou apenas que o Chile não receba navios que utilizem a bandeira das Ilhas Malvinas e negou que tenha existido outro pedido sobre voos ou outras embarcações.

O ministro chileno das Relações Exteriores atestou que não há nenhuma visita programada até o momento de seu homólogo britânico, William Hague, ao país.

Moreno também foi questionado sobre o caso do pedido de extradição de Galvarino Apablaza, acusado no Chile de ter assassinado o ideólogo da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), o então senador Jaime Guzmán, do União Democrata Independente (UDI).

Ele assinalou que seu país já apresentou “todos os recursos ao governo argentino” e a sua Justiça, mas considera que o assunto ainda está “mal resolvido”. “Estamos fazendo tudo o que está em nossa parte”, defendeu.