O chefe do Estado-Maior do Exército rebelde sírio, general Salim Idris, esteve em Bruxelas nesta quarta-feira para pedir que a comunidade internacional apoie o grupo com armas e munições, para que, dessa forma, as forças rebeldes possam resistir aos ataques do regime do presidente Bashar Assad.

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Idris, chefe do Conselho Militar Supremo, disse que há a necessidade urgente de mísseis antitanque e antiaéreos para proteger a população civil.

O levante sírio teve início em março de 2011, com protestos contra o regime autoritário de Assad. Quando o governo começou a reprimir os manifestantes, a oposição pegou em armas e o conflito se transformou numa guerra civil. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 70 mil pessoas tenham morrido em consequência da violência.

Idris reclamou do fato de a Rússia e o Irã estarem ajudando o regime de Assad, ao mesmo tempo em que o Ocidente condena o presidente, mas não envia armamentos para os rebeldes.

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“Enquanto não tivermos armas suficientes, munições suficientes, o regime vai se considerar poderoso e continuar matando”, disse ele à Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa, um agrupamento político do Parlamento Europeu.

“Se tivermos as armas e munições que precisamos, podemos dar cabo do regime no prazo de um mês”, declarou Idris. “Estamos fazendo progressos reais. Uma grande parcela do leste do país foi libertado.”

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Está em vigência um embargo de armas da União Europeia (UE) contra a Síria. O Reino Unido tem feito pressão para que este embargo seja aliviado e, desta forma, permitir o envio de mais ajuda para os rebeldes, mas outros países da UE afirmam que mais armas é a última coisa que a Síria precisa.

A agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta quarta-feira que o número de sírios que fugiram do país e buscam ajuda no exterior já supera 1 milhão. As informações são da Associated Press.