Chávez pede que Farc baixem as armas e libertem reféns

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste domingo que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) devem baixar suas armas e libertar seus reféns. A Colômbia acusou recentemente a Venezuela perante a Organização dos Estados Americanos (OEA) de abrigar acampamentos das Farc, o que provocou veementes negações da Venezuela e fez com que Chávez cortasse relações diplomáticas com o vizinho.

Agora que a Colômbia tem um novo presidente, Juan Manuel Santos, as relações entre os dois países parecem melhorar e Chávez pode tentar se distanciar de supostas ligações com grupos guerrilheiros.

“As Farc não têm futuro seguindo o caminho das armas”, disse Chávez em seu programa de televisão semanal “Aló, presidente”. Chávez disse que, se as Farc não conseguirem fazer sua parte para restabelecer a paz na Colômbia, os EUA vão intervir na região. “Isso dará ao império uma desculpa para intervir na Colômbia e para ameaçar a Venezuela de lá”, disse ele.

Também hoje, Chávez rejeitou o embaixador norte-americano designado para a Venezuela após o escolhido, Larry Palmer, sugerir de Washington que o moral está baixo entre os soldados venezuelanos. “Ele não pode vir para cá. Ele desqualificou-se ao romper todas as regras da diplomacia”, disse Chávez. “O melhor que os EUA podem fazer é procurar outro candidato.”

Palmer, que atuou como embaixador em Honduras, foi escolhido pelo presidente Barack Obama em junho. Ele ainda não foi confirmado pelo Senado para substituir o embaixador atual, Patrick Duddy. Antes da possível confirmação, alguns senadores enviaram a Palmer perguntas com o objetivo de avaliar como ele poderia enfrentar as tensas relações entre os EUA e Chávez.

Foi uma das respostas que fez com que Palmer entrasse em atrito com o presidente da Venezuela. Sobre as forças militares venezuelanas, Palmer disse que “acredita-se que o moral esteja consideravelmente baixo, particularmente por causa de nomeações orientadas politicamente”.

Ele também escreveu sobre supostas ligações entre o governo de Chávez e as guerrilhas colombianas, afirmando que está “ciente dos laços claros entre os membros do governo da Venezuela e as guerrilhas”.

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