O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Khalid bin Ahmed Al Khalifa, disse hoje que o Irã é uma ameaça real à força do Conselho de Cooperação do Golfo que atualmente está no Bahrein. Segundo Khalifa, a força dos vizinhos do Golfo é necessária para conter a “campanha sustentada” de Teerã no país.

O chanceler negou que as forças estrangeiras atuam como polícia, mas afirmou que elas protegem instalações vitais contra uma ameaça estrangeira. O Bahrein é um país árabe de maioria xiita, liderado por sunitas. Já o Irã é um país persa, de maioria xiita.

No mês passado, o rei do Bahrein decretou lei marcial e convidou cerca de 1.500 soldados da Arábia Saudita e de outros Estados do Golfo para ajudar a conter um levante xiita. Para líderes sunitas, o levante pode aumentar a influência do Irã no país.

Já a oposição no Bahrein afirma que Teerã não tem qualquer papel nos protestos. O regime iraniano não tem um histórico de laços políticos com os xiitas do Bahrein, mas Teerã criticou o envio de tropas estrangeiras e também a repressão aos xiitas. “Há uma ameaça externa em todo o Golfo”, afirmou o ministro em Dubai, no intervalo de uma conferência sobre como lidar com o problema da pirataria.

O Bahrein está em estado de emergência desde 15 de março, e centenas de manifestantes, ativistas e líderes da oposição foram detidos desde então. A agência estatal informou nesta segunda-feira que sete oposicionistas presos irão a julgamento militar, pela morte de dois policiais.

Pelo menos 30 pessoas morreram no país desde 15 de fevereiro, quando protestos contra o governo começaram no Bahrein, inspirados pelos levantes no mundo árabe. Quatro partidários da oposição também morreram enquanto estavam sob custódia policial. As informações são da Associated Press.