A chanceler alemã Angela Merkel disse hoje que o quanto antes a Alemanha abandonar a energia nuclear, melhor. Mas ela destacou que essa fonte de energia ainda é necessária como uma tecnologia “tampão” para a maior economia da Europa.

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A lição que a Alemanha deve aprender com a crise nuclear no Japão é que “o quanto antes sairmos, melhor. A tecnologia nuclear é uma tecnologia transitória”, disse Merkel durante uma conferência financeira em Frankfurt.

Merkel também expressou seu apoio à decisão tomada pela União Europeia, na semana passada, de submeter os 143 reatores nucleares do bloco a testes de estresse para assegurar que eles podem resistir a terremotos, tsunamis e ataques terroristas. “O debate deve ocorrer em bases racionais”, acrescentou a líder alemã, que já foi ministra do Meio Ambiente.

Na esteira da crise japonesa, a coalizão de centro-direita de Merkel decidiu impor uma moratória de três meses aos planos, aprovados no ano passado, de adiar o fechamento de usinas nucleares em mais de uma década, até meados dos anos 2030. Ela também ordenou o fechamento temporário das sete usinas nucleares alemãs mais velhas, enquanto as autoridades realizam investigações de segurança. Pelo menos uma foi desativada para sempre.

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Políticos de oposição, particularmente os do Partido Verde, criticaram as medidas como eleitoreiras, já que uma importante eleição ocorre neste fim de semana em Baden-Wuerttemberg, que abriga quatro reatores nucleares.

Na semana passada, Merkel prometeu que a Alemanha vai acelerar a troca da energia nuclear para energia renovável, pedindo uma “saída controlada e cuidadosa” da energia nuclear em razão da crise japonesa. “Nós queremos atingir a era da energia renovável o mais rápido possível. Este é o nosso objetivo”, disse a chanceler ao Parlamento.

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Pesquisas de opinião mostram que a energia nuclear é impopular na Alemanha e protestos contra ela geralmente atraem grandes multidões. Um levantamento publicado pelo jornal Bild mostrou que 70% dos 1.122 eleitores interrogados aprovaram a decisão de desligar os reatores temporariamente. Por outro lado, 81% disseram não acreditar que a aparente virada de Merkel em relação à política nuclear é “digna de confiança”. As informações são da Dow Jones.