Os conservadores europeus superaram os socialistas e diversos grupos de extrema direita ganharam força nas eleições para o Parlamento Europeu, marcadas por uma abstenção recorde de eleitores, mostraram os resultados divulgados hoje. A informação representa uma derrota para os socialistas, que não conseguiram capitalizar os temores com a recessão das economias europeias. Também ganharam terreno as extremas direita e esquerda, os movimentos anti-imigração e os chamados eurocéticos – os que têm restrições quanto ao sucesso do bloco europeu.

Os partidos de centro-esquerda no governo no Reino Unido, na Espanha e em Portugal foram punidos pelos eleitores ao mesmo tempo em que seus aliados oposicionistas na Alemanha e na França sofreram derrotas arrasadoras. O bloco de centro-direita no Parlamento Europeu, conhecido como Partido do Povo Europeu, assegurou ao menos 263 cadeiras, o que dá ao bloco maior bancada da assembleia de 736 assentos.

Já os socialistas caíram de 215 cadeiras em 2004 para 163 nas eleições deste ano, segundo as projeções oficiais. A vitória da centro-direita ocorreu apesar da deserção de conservadores britânicos e checos. Os liberal-democratas obtiveram 80 cadeiras, confirmando a tendência do voto para a direita na Europa. Os verdes se saíram bem, ficando na quarta posição e elevando sua bancada europeia de 43 para 52.

Quase 400 milhões de pessoas podiam votar nos quatro dias de eleições nos 27 países da União Europeia (UE), mas o índice de participação dos eleitores caiu de 45,4% em 2004 para 42,8% este ano. As informações são da Dow Jones.