Um carro-bomba explodiu perto de uma procissão funerária nas proximidades de um hospital, no leste de Bagdá, matando 28 pessoas e ferindo 50 nesta sexta-feira, afirmou um médico do hospital. Um funcionário do Ministério do Interior confirmou a explosão em Zafraniyah, ocorrida por volta das 11h (hora local), dizendo que um suicida foi responsável pelo ataque com o carro-bomba.

A explosão atingiu a cerimônia funerária de Mohammed al-Maliki, um corretor imobiliário morto junto com sua mulher e o filho um dia antes, no bairro de Yarmuk, a oeste de Bagdá, segundo o médico e a fonte do Ministério do Interior. As fontes pediram anonimato.

A violência diminuiu no Iraque em comparação com seu pico em 2006 e 2007, mas os ataques permanecem comuns. Mais de 200 pessoas foram mortas em atentados desde que as forças dos EUA completaram sua retirada, em 18 de dezembro, segundo uma contagem da France Presse.

O ataque desta sexta-feira ocorre um dia após a violência no Iraque matar 17 pessoas, e o mais mortífero a atingir o país em quase duas semanas, em meio a uma crise política entre o governo liderado por xiitas e o importante bloco político sunita, o que gera tensão sectária.

A disputa política começou quando autoridades acusaram o vice-presidente sunita Tareq al-Hashemi de comandar um esquadrão da morte. O primeiro-ministro xiita, Nouri al-Maliki, pediu que seu vice sunita Saleh al-Mutlak seja retirado do cargo, após Mutlak dizer que Maliki era “pior que Saddam Hussein”, referindo-se ao ex-ditador iraquiano.

Em resposta, o bloco sunita Iraqiya, de Hashemi e Mutlak, tem bloqueado em grande parte os trabalhos do gabinete e do Parlamento. Hashemi, que afirma ser inocente, permanece na região autônoma curda, onde as autoridades recusam-se a entregá-lo. Os Estados Unidos e as Nações Unidas têm pedido aos políticos iraquianos calma e diálogo. As informações são da Dow Jones.