O dia começou cedo para os paraguaios. Desde s 6h deste domingo (20) já era possível ver pessoas nas ruas se encaminhando para os locais de votação. Assim foi também com os principais candidatos Presidência da República do Paraguai.

O primeiro a votar foi Fernando Lugo, da Aliança Patriótica para a Mudança (APC, sigla em espanhol). Acompanhado de assessores, do seu candidato a vice, Frederico Franco, e de alguns observadores internacionais, como Frei Betto, Lugo foi caminhando de sua casa até o colégio onde votou.

No local foi saudado pelas pessoas, com palavras como Força, Fernando. O candidato afirmou que este é um dia importante para a democracia no país. Ele também disse que existe a possibilidade de fraudes, mas ressaltou a importância da presença dos observadores internacionais. "Eu creio que o compromisso com a democracia paraguaia se vê nessa grande solidariedade internacional".

Em seguida foi a vez de Lino Oviedo, candidato pela União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace). Oviedo afirmou que hoje é um dia importante. "O Paraguai tem que estar no século 21, o Paraguai ainda está no século 20", disse, acrescentando que "está na hora de reconstruir o país para desenvolver sua economia e suas instituições".

Ele também admitiu a possibilidade de fraudes, mas ressaltou que todos os partidos puderam indicar fiscais para os mais de 900 locais de voto. "Pode haver desconfiança, desconfiança não é delito, mas para isso tem as medidas cautelares, você tem representantes nomeados em todas as partes, todos os países enviaram, e se não enviaram representantes para cuidar do voto, porque depois vão falar que houve fraude?".

A última a votar foi Blanca Ovelar, da Associação Nacional Republicana (ANR), Partido Colorado, em um colégio no centro da cidade. Ela também ressaltou a importância das eleições de hoje. "Entramos na era democrática real, porque vamos ter uma alternância real com uma mulher presidente e todos os candidatos que quiseram se candidatar puderam fazer isso", disse.

O clima de votação está tranqüilo em vários lugares da capital paraguaia. De acordo com a imprensa local, alguns colégios eleitorais apresentaram atraso no início dos trabalho e em alguns locais já se fala em fraude no preenchimento das cédulas.

Manuel Paredes, eleitor, diz que espera que a votação seja tranqüila e que as pessoas possam ir às urnas eleger o candidato de sua preferência.

Além dos observadores internacionais, jovens da organização Transparência Paraguai também trabalham como observadores e acompanham todos os locais de votação.