O candidato à presidência da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, defendeu a continuação do programa de austeridade em Portugal. O país, neste momento, termina um programa de resgate que durou os últimos três anos e que salvou a economia portuguesa de um colapso financeiro.

Juncker, que está em campanha em Lisboa neste domingo, disse que Portugal fez uma “saída limpa” da pior crise financeira internacional desde a Segunda Guerra Mundial, em um processo necessário para evitar o crescimento da dívida futura e permitir o retorno ao crescimento e à criação de empregos.

Ele disse que existiam “montanhas de dívidas” que deixaram a Europa em apuros e que a crise de dívida foi profundamente antidemocrática, porque os países afetados rapidamente tornaram-se “vítimas de especuladores”.

Portugal se tornou o segundo país da zona do euro, depois da Irlanda, a se liberar dos programas de austeridade impostos por seus parceiros europeus e pelo

Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca de um plano de resgate de 78 bilhões de euros. Fonte: Associated Press.