O principal rival do presidente eleito do Quênia disse que vai contestar nos tribunais o resultado das eleições. No sábado, a comissão eleitoral do país declarou oficialmente Uhuru Kenyatta como o próximo presidente da segunda maior economia da África Oriental. Segundo o órgão, Kenyatta venceu as eleições com 50,07% dos 12,3 milhões de votos, levemente acima da margem de 50% que precisava para evitar um segundo turno.

O adversário e primeiro-ministro, Raila Odinga, que obteve 43,31% dos votos, recusou-se a conceder a vitória a Kenyatta, alegando vários problemas na integridade da eleição. Ele disse que irá apresentar casos de manipulação de votos e erros de contagem em uma petição à Suprema Corte.

O processo foi frustrado por outra eleição maculada, disse Odinga no sábado, pouco depois de Kenyatta ser declarado vencedor. No entanto, ele pediu calma a seus simpatizantes. “Pedimos a todos os quenianos que respeitem a lei e a constituição, das quais temos tanto orgulho.”

Observadores internacionais classificaram as eleições no Quênia como livres e justas, mas a tecnologia desenvolvida para identificar eleitores e transmitir resultados preliminares apresentou problemas, e a contagem manual levou cinco dias para ser concluída.

James Oswago, diretor executivo da comissão eleitoral do país, disse que o atraso não foi causado por má-fé e não teve o objetivo de manter os eleitores apreensivos desnecessariamente. “Fizemos o melhor que pudemos”, disse.

Odinga tem uma semana para apresentar a petição e, depois disso, a Suprema Corte terá duas semanas para decidir se deve haver uma recontagem de votos ou uma nova eleição. As informações são da Dow Jones.