Camboja nega pedido da Tailândia para prender ex-líder

O Camboja rejeitou hoje um pedido da Tailândia para prender o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra. No ano passado, Thaksin foi condenado em seu país a dois anos de prisão, por violar uma lei sobre conflito de interesses.

Um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Camboja informou que o pedido para deter Thaksin não será honrado, porque o caso contra ele tinha motivação política e, por isso, não está coberto por um tratado de extradição bilateral.

Thaksin está visitando o Camboja para dar uma palestra a empresários. Na semana passada, ele foi nomeado conselheiro econômico do governo cambojano. A nomeação estremeceu as relações entre os países. A Tailândia convocou seu embaixador no Camboja para consultas, e Phnom Penh retribuiu com a mesma medida.

Thaksin foi primeiro-ministro entre 2001 e 2006, quando foi deposto em um golpe militar. Ele foi acusado por corrupção e também desrespeito ao rei Bhumibol Adulyadej. Apesar de viver no exílio, é lembrança constante na polarizada política tailandesa.

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