O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira será um dos seis réus executados na Indonésia no sábado. Segundo o jornal australiano The Sydney Morning Herald, o governo indonésio disse que não vai aceitar os pedidos de clemência feitos pela defesa do brasileiro.

Condenado em 2004 por tráfico de cocaína, ele deve ser o primeiro estrangeiro a ser executado na Indonésia desde 2015. Moreira foi detido em 2003, ao tentar entrar pelo aeroporto de Jacarta com 13,4 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta.

O método de execução não mudou desde que o decreto sobre a pena de morte foi assassinato pelo primeiro presidente em 1964. O réu é acordado no meio da noite e vendado. Perguntam ao prisioneiro se ele quer permanecer em pé, sentado ou deitado quando o pelotão de fuzilamento atirar contra ele.

A Indonésia tem leis muito rígidas em relação às drogas e geralmente executa traficantes. Mais de 138 pessoas estão atualmente no corredor da morte, a maioria por esse tipo de crime. Cerca de um terço deles é estrangeiro.

O procurador-geral Muhammad Prasetyo disse que os condenados serão executados simultaneamente, aos pares, na prisão na ilha de Nusa Kambangan, ao sul de Java, e na cidade de Boyolali, região central de Java.

Quatro homens devem ser executados em Nusa Kambangan: o brasileiro; Namaona Denis, do Malawi, o nigeriano Daniel Enemuo, também conhecido como Diarrassouba Mamadou; e Ang Kiem Soei, também chamado de Kim Ho, cuja nacionalidade não foi esclarecida. A indonésia Rani Andriani também deve ser executada na ilha.

Uma outra mulher, a vietnamita Tran Thi Bich Hanh, será executada em Boyolali, disse Prasetyo.