O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, informou esta tarde que o governo brasileiro continuará a exortar o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, a reduzir o número de pessoas que o acompanham na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está abrigado desde o dia 21. Amorim confirmou que, das 300 pessoas que entraram com Zelaya na embaixada, 60 permanecem na sede diplomática.

“Este número será diminuído ainda mais, até por funções humanas de convivência lá dentro da embaixada”, disse Amorim acrescentou que a redução está sendo feita aos poucos. “E continuaremos a exortar o presidente Zelaya para que esse número seja diminuído.” Segundo Amorim, que fala durante a audiência pública da Comissão de Relações Exteriores do Senado, as pessoas que acompanham Zelaya são amigos, aliados políticos, parentes, correligionários e jornalistas.

Celso Amorim disse também que o Brasil está empenhado em resolver logo o problema diplomático em Honduras. Na avaliação do chanceler, a crise precisa ser superada antes das eleições previstas para 29 de novembro.

“Se não, vão acontecer eleições que serão questionadas se forem conduzidas pelo governo de facto”, previu Amorim, referindo-se ao governo organizado pelos militares que depuseram Zelaya e empossaram Roberto Micheletti na presidência da República. “A comunidade internacional como um todo já informou a pelo menos dois candidatos que não reconheceria eleições conduzidas nessa situação.”