Brasil envia material radioativo gasto para os EUA

Uma carga de material radioativo foi embarcada no Porto de Santos (SP) com destino aos Estados Unidos. A carga é composta por 33 elementos combustíveis gastos utilizados no reator nuclear de pesquisas IEA-R1, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), localizado em São Paulo, e por fontes de radiação exauridas. O Brasil participa de um programa da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de repatriação de material radioativo fora de uso.

Um convênio firmado entre a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), à qual o Ipen está vinculado, e o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) regula o envio dos combustíveis gastos do reator IEA-R1 cujo urânio tenha como origem aquele país. Os elementos combustíveis gastos seguem para o Laboratório de Savannah River Site, na Carolina do Sul, e as fontes neutrônicas exauridas, para o Laboratório de Los Alamos, no Novo México.

Entre os objetivos do programa do DOE está o de reduzir o número de elementos combustíveis contendo urânio enriquecido estocados nos reatores de pesquisa, o que contribui para a continuidade de operação dessas instalações. Elas correm o risco de interromper seu funcionamento por falta de local para armazenar os combustíveis irradiados. Este é o caso do Ipen que, ao enviar para os EUA os combustíveis do IEA-R1 – sem ônus para o Brasil – terá mais espaço no núcleo do reator para permitir sua operação nos próximos anos.

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