O governo da Líbia declarou na noite de hoje que a bomba que explodiu no Consulado dos Estados Unidos em Bengazi era artesanal. O artefato foi lançado contra o muro do prédio da representação diplomática na segunda maior cidade do país africano.
De acordo com o porta-voz do governo, Nasser al Manaa, o explosivo foi jogado de um carro em movimento, causando danos ao muro e deixando um vigilante com ferimentos leves. Manaa afirma que nenhum grupo reivindicou a autoria da ação e que os primeiros resultados da investigação serão divulgados até quinta.
Os meios de comunicação locais e árabes indicam que o ataque poderia ser uma represália contra a morte do terrorista líbio Abu Yahya al Libi, número dois da Al Qaeda, morto em um bombardeio de um avião não tripulado no Paquistão, na segunda.
Foi o primeiro ataque deste tipo contra a missão americana na Líbia, embora não seja o primeiro atentado contra edifícios públicos ou sedes governamentais. Benghazi foi o principal reduto dos rebeldes durante a revolta popular que terminou com fim do regime do ditador Muammar Gaddafi, no ano passado.
Em abril, uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas num atentado contra um tribunal da cidade de Benghazi. Os Estados Unidos foram um dos países que mais apoiaram os rebeldes na luta contra o governo de Gaddafi. Em 19 de junho, os líbios participarão das primeiras eleições democráticas no país desde 1964.


