Um rígido controle militar e policial será imposto nas fronteiras da Bolívia, podendo chegar ao fechamento dos pontos de cruzamento. O objetivo da media é deter o contrabando de combustíveis e alimentos, disseram as autoridades. A diretora da alfândega, Marlene Ardaya, disse hoje que o governo estuda um “plano estratégico” que, de imediato, vai incluir uma aumento de 100% dos efetivos policiais na fronteira.

Já o subcomandante da polícia alfandegária, Romúlo Delgado, afirmou aos meios de comunicação locais que o plano inclui o fechamento das fronteiras, embora não tenha especificado por quanto tempo nem a partir de que data. “Vamos fechar lugares estratégicos, estradas de entrada e saída para o exterior”, disse ele.

Segundo Ardaya, o plano envolverá as Forças Armadas, a policia e várias repartições estatais.

O preço dos combustíveis na Bolívia são subsidiados e um litro de gasolina custa pouco mais de meio dólar. O contrabando foi responsável, no ano passado, por perdas de US$ 150 milhões, disse o presidente Evo Morales.

O mandatário afirmou que é muito difícil controlar o contrabando, sobretudo para o Peru e para o Brasil, porque os combustíveis são levados até em mamadeiras. Com este argumento, Morales anulou o subsídio aos combustíveis e em 26 de dezembro decretou um grande aumento aos preço dos derivados de petróleo. Mas voltou atrás quatro dias mais tarde por causa da grande quantidade de protestos. Agora, ele estuda medidas alternativas que podem incluir ajustes graduais. “Cedo ou tarde o subsídio terá de acabar”, afirmou.

O subsídio anual para os combustíveis subiu de US$ 180 milhões em 2005, pouco antes de Morales assumir a presidência, para quase US$ 500 milhões em 2010. As informações são da Associated Press.