O presidente da Alitalia, Aristide Police, disse hoje que, diante da "situação dramática" da companhia aérea, restam "poucos dias" para evitar uma intervenção do governo italiano e o recém-eleito primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi, voltou a afirmar que "não será difícil" encontrar uma "solução tranqüila" em alternativa à oferta de compra da aliança franco-holandesa Air France-KLM.

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Depois de um encontro com os representantes dos sindicatos dos trabalhadores da Alitalia, Police disse que a empresa tem "pouco dinheiro" e que é impossível ganhar tempo para encontrar uma solução porque "o governo anterior se opôs a qualquer forma de empréstimo-ponte", financiamento da companhia em seu período de reestruturação.

Os nove sindicatos da companhia aérea italiana afirmaram que "após a mudança de cenário determinada pelo resultado eleitoral", é indispensável uma intervenção conjunta das forças políticas acima das divisões partidárias.

Em contrapartida, Berlusconi, que se opôs à compra da Alitalia nos termos propostos pela Air France-KLM durante sua campanha eleitoral, disse que "por sorte interviemos no caso: agora não deveria haver dificuldades para defender nossa companhia".

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Berlusconi prometeu que "todos os serviços aos passageiros da Alitalia serão cumpridos" e disse que "será feito todo o necessário para que a companhia nacional funcione e continue servindo como apoio para o turismo e a economia da Itália".