Taiwan anunciou que seus aviões militares realizaram vários voos na recém declarada expansão da Zona de Identificação e Defesa Aérea da China, que sobrepõe uma zona similar de Taiwan.

A informação foi dada pelo ministro da Defesa, Yen Ming, ao responder a questionamentos no Parlamento. Segundo ele, os aviões militares do país realizaram “cerca de 30 voos” na área de sobreposição na última semana.

Yen disse que a força aérea do país monitoraria as aeronaves chinesas se elas entrassem no espaço aéreo de Taiwan, mas isso ainda não foi necessário. O ministro também afirmou que os aviões militares evitarão conduzir exercícios bélicos na área para evitar aumentar as tensões.

Japão e Coreia do Sul voaram sobre o espaço aéreo da China sem notificar Pequim, seguindo o mesmo movimento feito pelos EUA ao enviar dois bombadeiros B-52 à região. O governo de Pequim, ao expandir seu espaço aéreo unilateralmente em 23 de novembro, demandou que todas as aeronaves apresentem planos de voos quando atravessarem a área.

O presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, quer uma resolução pacífica, segundo afirmou em comunicado no sábado. O principal grupo de oposição da região, o Partido Democrático Progressivo, descreveu os comentários como “muito fracos”. Ainda que Taiwan tenha se separado da China em 1949, o governo chinês considera a região como parte de seu território, à espera da reunificação.

As relações internacionais da China também podem sofrer um desgaste com as Filipinas. A embaixadora chinesa Ma Keqing defendeu a expansão da Zona de Identificação e Defesa Aérea da China para o Mar do Leste da China e disse que é do direito do governo decidir se e quando criará uma zona similar no Mar do Sul da China, onde também há uma disputa com as Filipinas. No entanto, a embaixadora afirmou não saber se a China planeja tal expansão. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.