Investigadores informaram nesta segunda-feira (5) que acreditam que o austríaco Josef Fritzl premeditava desde 1978 manter a filha em cativeiro. Naquela época, a garota tinha apenas 12 anos. A garota foi mantida durante 24 anos em uma porão sem janelas. Segundo os investigadores, Fritzl elaborou um esquema complexo de segurança no local, com travas sofisticadas e componentes eletrônicos. A porta principal da prisão pesava 500 quilos e era parte do plano do austríaco para evitar uma fuga e também que alguém notasse a presença de uma pessoa ali dentro.
O coronel da polícia Franz Polzer afirmou que, em 1978, autoridades locais autorizaram os planos de expansão do apartamento mantido por Fritzl em Amstetten, 120 quilômetros a oeste de Viena. Segundo Polzer, ele já tinha nessa época a intenção de construir "um pequeno espaço, um pequeno segredo", longe dos olhos das autoridades. A garota foi detida pelo pai em 1984, quando tinha 18 anos. "A lógica diz que a idéia já existia (em 1978)."
Fritzl manteve a filha em cativeiro durante 24 anos e teve com ela sete filhos. O advogado de defesa do austríaco, Rudolf Mayer informou que seu cliente alegará insanidade. Mayer disse considerar que seu cliente tem um problema mental grave. Para ele, qualquer pessoa com esse problema é incapaz de escolher cometer os atos dos quais é acusado. De acordo com o advogado, especialistas terão de avaliar o estado de Fritzl e determinar se ele pode ser considerado um doente mental. Se esta for a conclusão, em caso de condenação, ele seria internado em uma clínica psiquiátrica, e não preso.
A polícia austríaca afirma que Fritzl, de 73 anos, confessou na semana passada ter mantido a filha cativa em um porão sem ventilação durante mais de duas décadas, e tido com ela sete filhos, um dos quais morreu logo depois do nascimento e foi queimado em uma central de calefação.


