Um médico indiano foi libertado depois de a procuradoria-geral australiana ter anunciado hoje que errou ao acusá-lo de suspeita de conexão com recentes tentativas de atos extremistas contra a Grã-Bretanha. Os promotores australianos retiraram as acusações apresentadas contra Mohamed Haneef na Corte dos Magistrados de Brisbane depois de uma revisão feita pelo procurador Damian Bugg ter terminado com a conclusão de que a prisão não deveria ter sido recomendada

"Erros são embaraçosos. É constrangedor fazer algo errado", comentou Bugg em conversa com jornalistas em Camberra, a capital australiana. "Estou desapontado pelo ocorrido e a primeira coisa que farei na próxima semana será tentar entender melhor como isso aconteceu", lamentou.

Com isso, o governo australiano informou que Haneef, um médico de 27 anos, seria libertado. Ao mesmo tempo, o ministro de Imigração, Kevin Andrews, decidirá se reverterá ou não a decisão de revogar o visto do indiano.

Haneef já deixou a carceragem onde era mantido em Brisbane, no Estado australiano de Queensland. Seu advogado, Peter Russo, não revelou onde Haneef pretende viver enquanto o governo decide sobre seu visto.

Segundo Andrews, Haneef poderá permanecer na Austrália, pelo menos por enquanto, mas terá de se apresentar diariamente a alguma autoridade local.