Os casos de anti-semitismo aumentaram em cerca de 20% na Europa durante o ano de 2004, principalmente na França e na Grã-Bretanha, segundo um informe recentemente divulgado pelo ministro israelense das Questões Judias na Diáspora, Nathan Sharansky.

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O informe destaca que o número de episódios violentos de anti-semitismo na Europa foi de 282 em 2004, em comparação com 234 em 2003, e incluem agressões pessoais, incêndios dolosos e profanações a cemitérios e edifícios religiosos.

A França encabeça a lista com 96 agressões de caráter anti-semita em 2004, número semelhante ao ano anterior. Depois, vem a Grã-Bretanha, com 77 atos, bem mais que os 55 registrados em 2003, e a Rússia, com 55 ações anti-semitas, enorme aumento em relação aos 4 casos do ano anterior.

O relatório elaborado pelo ministério israelense é publicado anualmente em coincidência com o aniversário da liberação do campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, pelo Exército soviético, em 27 de janeiro de 1945.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o regime nazista de Adolf Hitler assassinou em Auschwitz um milhão e meio de pessoas, a maioria judeus europeus.

Tehila Nahalon, colaboradora do ministro para as Questões Judias na Diáspora, assinalou que os episódios de violência por razões de anti-semitismo persistem mesmo em países que tentaram solucionar o problema a partir de sua legislação, como a França.

"Apesar dos esforços e da prisão de militantes extremistas islâmicos, na França não se nota uma diminuição dos episódios anti-semitas", disse Nahalon.

Entre os episódios de anti-semitismo mais dramáticos registrados na Grã-Bretanha, o relatório assinala o incêndio intencional de duas sinagogas e o ataque a um rabino com uma garrafa que continha líquido inflamável.

"A impressão é que na Grã-Bretanha o persistente tratamento hostil em relação a Israel pelos meios de comunicação e setores da esquerda acabam gerando um atmosfera antijudia nas ruas", afirmou Nahalon.

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