O presidente da companhia aérea Asiana Airlines, Yoon Young-doo, rebateu as acusações de que o piloto do avião da empresa que caiu em San Francisco não tinha experiência no controle de Boeings 777.

“Nós só enviamos pilotos com experiência prévia de aterrissagem em San Francisco”, afirmou o presidente, acrescentando que não acha que a experiência do piloto Lee Kang-guk com 777s seja um problema. “Nós também preparamos nossos pilotos com simuladores.”

Duas adolescentes chinesas foram mortas e 182 pessoas ficaram feridas no acidente ocorrido no sábado, quando um voo da Asiana, vindo de Seul, perdeu a cauda e o trem de pouso ao bater contra um muro e em seguida caiu na pista.

Um porta-voz do Ministério dos Transportes sul-coreano disse que Lee, o piloto do voo, estava no controle da aeronave nas cinco horas antes da aterrissagem. Ele tem 43 horas de experiência com 777s, quase o equivalente a três ou quatro voos pelo oceano Pacífico. A companhia aérea informou que essas 43 horas foram concluídas fora de um simulador.

O governo sul-coreano, em linha com os padrões globais, exige 20 decolagens e aterrissagens, reais e não em simuladores, antes que um piloto possa voar sem um supervisor ou instrutor. A alternativa é o piloto ter 60 horas de voo, com 10 decolagens e aterrissagens.

Lee fazia seu primeiro pouso com um 777 em São Francisco e a nona com o modelo do avião. Anteriormente, ele já havia pousado um 777 em Narita, no aeroporto de Heathrow, em Londres, e em Los Angeles. Entre 1999 e 2004, Lee, que nasceu em 1967, pousou outros modelos de aeronaves no mesmo aeroporto de San Francisco.

Embora o clima na Coreia do Sul seja de tristeza, por causa do acidente, a mídia do país tem concentrado as atenções em como a tripulação e os passageiros reagiram rapidamente, limitando a quantidade de mortos e feridos.

O principal jornal sul-coreano, Chosun Ilbo, trouxe em sua manchete a frase “Os 10 minutos milagrosos”, uma referência ao tempo que levou para que todos fossem retirados do avião antes de ele pegar fogo.

Nesta segunda-feira, a Asiana pretendia enviar quatro sul-coreanos e 19 chineses para San Francisco para que pudessem se encontrar com amigos e parentes que estavam no voo 214. A companhia aérea prometeu mais assistência às pessoas afetadas pelo acidente.

“Obviamente, a atmosfera dentro da companhia não é boa. Estamos fazendo o que podemos para fornecer um serviço de qualidade durante esse período complicado”, disse uma porta-voz da Asiana. Fonte: Dow Jones Newswires.