Argentina não provou que papeleira polui, conclui corte

O Tribunal Internacional de Justiça, com sede em Haia, na Holanda, decidiu hoje que o governo da Argentina não provou que uma fábrica de celulose e papel uruguaia, construída às margens do rio Uruguai, que separa os dois países, tenha causado poluição. Mais cedo, a Corte concluiu que o governo do Uruguai não informou adequadamente a uma agência que atua em parceria com a Argentina sobre os planos para construir uma usina de celulose às margens do rio.

O presidente do tribunal, Peter Tomka, ainda lia a decisão sobre o caso por volta das 12h15 (horário de Brasília). A ação legal teve início em 2006, mas a polêmica se arrasta desde 2004, quando o então presidente Tabaré Vázquez autorizou a construção da fábrica a três quilômetros da pequena cidade uruguaia de Fray Bentos. Do lado argentino está localizada a cidade de Gualeguaychú, que vive do turismo de suas praias sobre o rio e do carnaval.

Os ambientalistas argentinos iniciaram uma forte campanha contra o projeto e o antecessor da presidente Cristina Kirchner, seu marido Néstor Kirchner, iniciou uma feroz briga com Vázquez, estremecendo as relações bilaterais. O caso provocou a pior crise diplomática entre os dois países nas últimas décadas. As informações são da Dow Jones.

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