Argentina amplia restrição de energia às empresas

Um total de 4,7 mil indústrias e grandes varejistas sofrem há vários dias na Argentina com o racionamento energético ordenado pelo governo do presidente Néstor Kirchner. A redução do abastecimento de gás e energia elétrica – que já dura 22 dias – está provocando queda na produção industrial. Kirchner afirma que não há crise energética nenhuma. No entanto, a política de seu governo – no meio de um ano eleitoral – é a de não reduzir o abastecimento de gás e eletricidade aos consumidores residenciais. Na sexta, vários setores empresariais expressaram irritação com a crise.

Na véspera, o governo ordenou o aumento da restrição de eletricidade para o setor industrial de quatro para cinco horas diárias. Além disso, aumentou os cortes de energia às empresas e comércio de 1.200 megawatts (MW) diários para 2.700 MW. Os cortes de energia, antes realizados só depois das 18 horas, passarão a ser rotativos ao longo do dia. A empresa Metrogas, que abastece o sul de Buenos Aires e a região metropolitana, não fornece gás aos clientes industriais há quatro dias. A Gas Natural, que opera na zona norte, não abastece seus clientes há 10 dias.

A Associação de Fabricantes de Autopeças (Afac) manifestou sua preocupação pelos graves inconvenientes produtivos que estão sendo gerados pelas restrições impostas ao consumo energético das indústrias de autopeças, a atividade imprescindível para a produção de veículos argentinos – 43% dos veículos vendidos ao exterior pela Argentina são destinados ao Brasil. Fontes indicaram que até este fim de semana as montadoras sofrerão o início da falta de autopeças.

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