Próximo ao meio dia deste domingo (horário local), o líder comunitário venezuelano pró-governo Richard Escobar unia forças para chamar as pessoas às urnas para escolherem o próximo presidente do país, na região venezuelana de Petare, uma das maiores favelas da América Latina. Quase 19 milhões de eleitores estão aptos a votar neste domingo, mas o voto não é obrigatório no país.

“Ao meio dia, no ponto de encontro dos socialistas”, ele repetiu várias vezes para enfatizar a um homem que vai mandar voluntários a casas construídas nas encostas dos morros para que eles lembrem as pessoas de votar em Nicolás Maduro, o candidato ungido pelo ex-presidente Hugo Chávez, morto em 5 de março. “Nós estamos planejando ir ao meio dia a todas as casas da região e bater nas portas para ter certeza de que as pessoas vão votar”, disse Escobar.

Durante os 14 anos em que Chávez esteve no poder, os apoiadores do governo consolidaram poder em Petare, onde vive meio milhão de pessoas, ao darem dinheiro para centros para idosos, enfermarias e outros serviços.

“Se nós não subirmos os morros e persuadirmos os pobres a votarem, nós vamos perder”, disse Escobar, que reconhece Maduro como semelhante a Chávez e diz que o candidato de oposição, Henrique Capriles, é um assassino e fascista.

Os esforços para levar as pessoas às urnas também são fortes nas regiões onde Capriles é favorito. Em Los Palos Grandes, um distrito ao leste de Caracas de ruas cheias de butiques caras, grupos de jovens usam megafones nas calçadas dizendo “nós temos de votar, temos de votar”. As informações são da Associated Press.