Os Estados Unidos, Rússia, China e economias da Ásia e do Pacífico concordaram em estudar a possível adoção de um acordo de livre comércio. Em declaração conjunta divulgada nesta terça-feira, os líderes afirmam que decidiram estudar a proposta liderada pelo governo chinês em um período de dois anos.

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O anúncio representa uma vitória de Pequim em seus esforços para ter um papel de maior peso no comércio global. “Esse é um passo histórico em direção a uma área de livre comércio na Ásia-Pacífico”, afirmou o presidente chinês Xi Jinping em coletiva de imprensa.

A China está empurrando o acordo apesar dos Estados Unidos tentarem uma proposta similar com doze países da região, excluindo a potência asiática. Na disputa pela influência na Ásia, a China já realizou uma série de iniciativas como o acordo de livre comércio com a Coreia do Sul, anunciado na segunda-feira, a criação de um fundo de US$ 40 bilhões para melhorar os laços comerciais entre economias asiáticas e a realização de um banco de desenvolvimento regional com outros 20 países.

Pequim afirma que suas intenções são benignas, mas sua crescente importância comercial nos países da região pode acabar erodindo a influência norte-americana na Ásia. Em resposta, Washington pressiona para realizar seu acordo com os demais países asiáticos e impor uma derrota à Pequim. Publicamente, contudo, os Estados Unidos se posicionam a favor da ascensão de uma economia chinesa pacífica.

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Segundo Wu Xinbo, diretor do Centro de Estudos Americanos da Universidade de Fudan, as negociações dos Estados Unidos “estão sendo utilizadas para empurrar a China de lado e enfraquecer o seu status de centro econômico”. Ao promover sua própria iniciativa, Wu acredita que Pequim dará ao país “maior direito de falar na Ásia-Pacífico e de ter um novo status”. Fonte: Associated Press.