O dia eleitoral transcorre normalmente neste domingo (20) no Paraguai, mas a Aliança Patriótica para a Mudança (APC) do ex-bispo Fernando Lugo teme por incidentes provocados pelo Partido Colorado (há 61 anos no poder), à medida em que se aproxima o horário de encerramento da votação.

Miguel López Perito, chefe da campanha de Lugo, fez uma denúncia pública sobre esse tema, dando a entender que os resultados das eleições podem seguir a tendência das pesquisas, que mostram Lugo como favorito, seguido pela candidata colorada Blanca Ovelar e pelo general na reserva Lino Oviedo.

Teme-se que os colorados reajam de maneira violenta diante da possibilidade de um partido opositor chegar ao poder.

María Emma Mejía, ex-chanceler da Colômbia e atual presidente da delegação de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), disse pouco depois das 12h locais (13h de Brasília) que a votação transcorria normalmente.

Acrescentou que houve alguns distúrbios, mas que não incidiram sobre o processo geral eleitoral.

Carlos Riveros, do Partido Liberal, principal grupo de oposição e aliado de Lugo, denunciou que muitos paraguaios que vivem na Argentina não puderam ingressar no Paraguai pelo porto de Carlos Antonio López, na região de fronteira.

Segundo Riveros, a polícia local disse não havia autoridades da Imigração que pudessem habilitar a entrada desses paraguaios no porto.

"É lamentável que isso tenha impedido a entrada de compatriotas para votar em seu país", disse Riveros.

A votação no Paraguai termina às 16h locais (17h de Brasília) e uma hora depois os resultados de boca de urna começam a ser divulgados, enquanto que os primeiros resultados do Tribunal Eleitoral serão revelados às 22h locais (23h de Brasília).