O programa de realocação alemão para refugiados da Síria vai conceder abrigo temporário para 107 pessoas, informou Melissa Fleming, porta-voz da agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU).

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O primeiro grupo a ser realocado sob o programa alemão, que vai atender até 5 mil refugiados, inclui “mulheres e meninas em risco, pessoas com sérios problemas de saúde, sobreviventes de tortura e com outras necessidades especiais”, disse Fleming.

Ao contrário das medidas improvisadas para abrigar a maioria dos 2 milhões de refugiados que deixaram a Síria em direção a países vizinhos, o programa anunciado pela Alemanha em março dá a eles o direito de trabalhar sob uma permissão de permanência de dois anos no país, que pode ser estendida caso a crise na Síria permaneça.

Sob este aspecto, a Alemanha tem atualmente o maior programa de realocação de refugiados sírios do mundo, “estabelecendo um importante exemplo” para outros países, afirmou Fleming.

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O primeiro grupo de 107 refugiados sírios deve sair do Líbano na quarta-feira e se dirigir para Hannover, na Alemanha, onde o Escritório do Alto Comissariado para Refugiados da ONU, conhecido como agência de refugiados, vai ajudá-los na chegada. Deste local, eles serão transferidos para um centro de acomodação em

Friedland, na Baixa Saxônia, onde permanecerão por 14 dias.

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Durante este período, os refugiados receberão orientações sobre a cultura alemã, o que inclui aulas básicas de alemão, aprenderão como funcionam os serviços de educação e saúde e receberão ajuda para interagir com autoridades locais, informou Fleming.

Depois disso, eles serão transferido para moradias temporárias em todo o país, a maioria em pequenos centros ou apartamentos onde terão acesso a escolas, serviços de saúde e sociais.

O número de atendidos pelo programa deve estar completo até o final do ano. A Alemanha também está recebendo apoio da Organização Internacional para Migração, outra instituição sediada em Genebra. A Áustria prometeu dar abrigo temporário para 500 sírios.

Outros países, dentre eles Austrália, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Espanha e Suíça prometeram abrigar rapidamente 1.650 sírios, dos quais 960 considerados “altamente vulneráveis” ainda neste ano. Fonte: Associated Press.