A Al-Qaeda no Iêmen negou as acusações feitas pelos EUA de que está planejando ataques contra missões diplomáticas de países ocidentais no país, segundo um comunicado publicado online. As supostas ameaças haviam levado os EUA e outros Estados ocidentais a fecharem embaixadas no Iêmen.

A rede de militantes extremistas também negou os relatos – confirmados pelo presidente do país, Abdrabuh Mansur Hadi – de que os serviços de inteligência dos EUA haviam interceptado conversas entre o chefe da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, e Nasser al-Wuhayshi, líder da Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP, na sigla em inglês).

“Hadi repetiu o absurdo e a propaganda publicada pela inteligência dos EUA sobre ligações telefônicas entre os líderes jihadistas para justificar a trama dos EUA de matar muçulmanos no Iêmen através de ataques contínuos”, disse a AQAP no comunicado divulgado em fóruns jihadistas na internet.

O presidente do Iêmen “afirmou que os jihadistas estavam conspirando para atingir terminais de petróleo no país usando caminhões com bombas”.

“Nós negamos o que ele disse e consideramos isso como uma tentativa de justificar as práticas criminosas dos EUA(…). Afirmamos, também, a nossa preocupação… na preservação do sangue de muçulmanos”, acrescentou o comunicado. Fonte: Dow Jones Newswires.