As agências das Nações Unidas relacionadas à alimentação e agricultura (FAO, FIDA e PMA) fizeram uma chamada nesta terça-feira para que os líderes do G20 reunidos no México redobrem seus esforços na luta contra a fome.

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Em nota, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) lembraram os líderes do G20 que “cerca de 900 milhões de mulheres e homens se encontram desnutridos, a maioria na África e na Ásia”.

“Diante desta dramática realidade, expressamos o desejo de que os líderes do G20 redobrem seus esforços para combater a fome. Estamos plenamente comprometidos em colaborar com eles e com outros atores, mantendo o objetivo de apoiar esforços promovidos em nível nacional e regional. A idéia é buscar uma segurança alimentar e nutricional para todos”, acrescenta o comunicado.

As agências da ONU também aplaudiram “a prioridade outorgada pela presidência mexicana do G20 à segurança alimentar e nutricional ao mantê-la em primeiro plano no programa mundial de desenvolvimento”. “A segurança alimentar e nutricional deve continuar ocupando um lugar de destaque nos programas do G20 nos próximos anos”, apontaram.

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Segundo as agências da ONU, “a segurança alimentar está estreitamente relacionada com outras questões incluídas no programa do G20, como o fomento da infraestrutura e a retomada do crescimento dos países em crise”.

“A insegurança alimentícia pode ter repercussões negativas a longo prazo nas perspectivas de crescimento de sociedades inteiras. Devemos nos manter atento em relação à segurança alimentar, mais ainda em tempos de crise financeira e de incertezas”, afirmaram.

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Outro tema abordado pelas agências foi a redução das perdas e do desperdício de alimentos, já que “atualmente se desperdiça cerca de 1,3 bilhões de toneladas, ou seja, mais de um terço dos alimentos que são produzidos”.

“A redução do desperdício e das perdas poderia resultar uma considerável diminuição do número total de pessoas desnutridas”, acrescentaram as agências, que, entre outras sugestões, também pediram maiores investimentos às mulheres e aos pequenos agricultores.

“As mulheres impulsionam a mudança. É essencial investir nas mulheres. A educação e a igualdade das mulheres são fundamentais para realçar a segurança alimentar, o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico”, completaram.