O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitará a reunião de hoje da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Buenos Aires, para discutir com os demais presidentes da região a Cúpula da União Europeia e América Latina, no dia 18. No governo brasileiro, a avaliação é que a Espanha, que está na presidência da União Europeia (UE), estaria “forçando a barra” ao convidar Honduras, que foi expulsa da Organização dos Estados Americanos (OEA), para a assinatura do acordo de livre comércio com os países da região.

Lula já deu sinais de que poderá cancelar sua participação na reunião caso se confirme a presença do presidente hondurenho, Porfírio Lobo. O líder brasileiro fez as declarações em meio a reuniões com o presidente paraguaio, Fernando Lugo, em Ponta Porã (MS). O Brasil não reconhece a eleição de Lobo, a exemplo de Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Venezuela, Equador e Cuba. “Não há mais espaço para rupturas institucionais e golpes militares na nossa região e na Unasul”, disse Lula.

O Brasil considerou ilegal a destituição do presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho. O líder foi deposto após tentar convocar uma consulta popular que poderia abrir as portas para a realização de uma Assembleia Constituinte. Quase três meses após o golpe, em 21 de setembro, Zelaya pediu abrigo à Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, de onde saiu apenas em janeiro.