O presidente palestino Mahmoud Abbas fará pressão para que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) vote, nesta semana, uma resolução estabelecendo novembro de 2016 como o prazo final para o fim da ocupação israelense, informaram autoridades nesta segunda-feira.

A medida pode definir o caráter para discussões no Conselho de Segurança sobre uma resolução apoiada pela Jordânia ou a proposta apresentada pela França, que dá dois anos de prazo final para as negociações entre Israel e palestinos a respeito da criação da Palestina.

Autoridades norte-americanas dizem que o secretário de Estado John Kerry não considera aceitável nenhuma das propostas. Kerry realiza reuniões separadas sobre a questão. Uma é com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em Roma, nesta segunda-feira, e a outra com dois importantes auxiliares de Abbas na terça-feira, em Londres.

No domingo, Abbas discutiu a questão com integrantes do movimento Fatah, do qual faz parte, e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Os participantes do encontro decidiram pressionar a realização da votação da proposta jordaniana na quarta-feira, afirmou Wasel Abu Yousef, da OLP. Porém, eles realizarão outra reunião na noite de terça-feira, o que dá a entender que a decisão pode ser alterada.

Outra autoridade palestina disse que a proposta jordaniana tem o apoio de apenas sete integrantes do Conselho de Segurança, composto por 15 membros, o que significa que pode ser a medida pode ser derrotada sem um veto dos Estados Unidos. A fonte falou em condição de anonimato, porque ele não está autorizado a discutir questões diplomáticas com jornalistas.

A pressão palestina no Conselho de Segurança é em grande parte simbólica. Abbas está sob forte pressão depois do colapso das negociações com Israel, lideradas pelos Estados Unidos.

Os palestinos querem a formação de seu Estado nos territórios da Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, terras ocupadas por Israel em 1967. A Assembleia Geral da ONU reconheceu a Palestina como Estado observador em 2012. Parlamentos de vários países europeus vêm recentemente recomendando a seus governos que reconheçam a Palestina.

Netanyahu diz que a retirada israelense da Cisjordânia pode abrir caminho para que o Hamas assuma o controle do território, como fez na Faixa de Gaza após a saída de Israel da faixa costeira em 2005.

“Nós não permitiremos que eles façam isso e eu direi isso aos meus colegas nas reuniões diplomáticas que terei em Roma”, afirmou o premiê. Fonte: Associated Press.