O promotor de Cidadania do Ministério Público de São Paulo, Saad Mazloum, solicitou a abertura de um "procedimento preparatório civil" para investigar se houve danos ao erário público e envolvimento de agentes públicos no acidente ocorrido hoje nas obras de construção da Estação Pinheiros da Linha 4 Amarela do Metrô de São Paulo.

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"O procedimento terá prazo de 60 dias para ser concluído, com tramitação interna dentro da Promotoria de Cidadania e, se tivermos indicações de envolvimento de entes públicos e danos ao patrimônio público, decidiremos pela abertura de um inquérito", explicou o promotor.

Se apresentado o inquérito e as investigações comprovarem improbidade administrativa ou prejuízo ao erário público, a promotoria poderá ingressar com uma ação civil pública contra agentes públicos, Metrô, construtora e concessionária da obra e outros envolvidos no empreendimento.

Outra investigação

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A obra, que sofreu hoje o quarto acidente de grandes proporções, com a abertura de uma cratera na região da Marginal Pinheiros, já está sendo investigada pela Promotoria de Habitação e Urbanismo do Ministério Público de São Paulo. O inquérito foi aberto pelo promotor Carlos Alberto Amin no fim do ano passado, para avaliar se a obra estaria desrespeitando a legislação urbanística de São Paulo, a pedido da bancada do Partido dos Trabalhadores.

"Desde dezembro de 2005, quando houve o primeiro acidente de grandes proporções, decidimos averiguar o andamento da obra e apresentamos um pedido de acompanhamento ao Ministério Público de São Paulo", informou o deputado estadual Simão Pedro (PT). "Desconfiávamos de que as obras estavam em ritmo demasiadamente acelerado, por conta da proximidade da eleição, transgredindo a legislação urbanista e sem as devidas precauções de segurança", acrescentou.

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O parlamentar disse possuir em mãos uma carta do então secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, que, respondendo a ofício da Assembléia Legislativa, afirma que "a obra não tem nenhum risco, nenhum problema e que caberia ao Tribunal de Contas do Estado investigá-la". "Neste momento, não tem nenhum sentido a afirmação do presidente do Metrô (Luiz Carlos Frayze David) de que esse foi ‘apenas’ um acidente. Essa obra tem histórico de acidentes", acusou o parlamentar.