Brasília – O Ministério Público do Trabalho instalou uma força-tarefa para fortalecer o combate à exploração de trabalhadores nos canaviais do país. De acordo com o procurador Luiz Henrique Rafael, a fiscalização vem sendo feita há algum tempo, mas agora está sendo reforçada.

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?Fazemos isso há dois anos, por todo o interior paulista. Estamos realizando um trabalho para ressaltar medidas trabalhistas, para que a legislação vigore para todos os trabalhadores ativos dessa área?, afirmou, em entrevista nesta quarta-feira  (4) à Rádio Nacional.

Ele diz que uma das preocupações é com a sobrecarga no trabalho. Em algumas propriedades, conta Rafael, os agricultores são obrigados a cortar, sozinhos, 15 toneladas de cana-de-açúcar por dia. ?O trabalho na colheita é cansativo. Várias mortes ocorreram devido à fadiga".

O diretor de assalariados da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Antonio Lucas Filho, acrescenta que a maioria dos trabalhadores não recebe salário fixo, mas pagamentos por tonelada de cana cortada – em média R$ 2,3, valor que ele considera baixo.

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?A melhor solução seria trabalharmos como todos os outros, ou seja, com piso salarial uniforme?, acrescenta.

A partir deste mês, a Contag pretende fazer dois encontros nacionais ? um no Centro-Sul e outro no Nordeste ? para encaminhar propostas ao governo federal em relação ao crescimento das indústrias de cana-de-açúcar, que, segundo o diretor, ainda não trouxe benefício aos trabalhadores.

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