A Promotoria de Proteção à Saúde Pública de Ponta Grossa ajuizou nesta terça-feira, 5 de setembro, ação ordinária em que requer, liminarmente, a distribuição do medicamento Infliximab a uma mulher que sofre de espondiloartropatia, uma doença inflamatória da coluna vertebral. A enfermidade, um tipo de reumatismo, pode causar artrite em articulações periféricas e inflamação em outros órgãos, como os olhos. A paciente, que é professora e está afastada do trabalho em virtude de sua condição
clínica, não tem como arcar com os custos do tratamento. O Ministério Público apurou que uma ampola do remédio custa cerca de R$ 3 mil a professora precisaria de nove ampolas por mês.

O promotor de Justiça Fuad Faraj, responsável pela ação, afirma que o Estado, via 3a Regional de Saúde, negou a medicação à mulher porque não haveria prescrição na rede pública do Infliximab. Por isso, além do embasamento jurídico, incluímos na ação laudo dos médicos que atendem a professora, que afirmam que o organismo dela não responde a outros remédios, afirma o promotor. Ele destaca que além de sofrer com
dores muito intensas, sem o tratamento prescrito, a mulher corre o risco de perder progressivamente os movimentos e a capacidade de locomoção, entre outros problemas.

Na ação, o MP-PR propõe a imposição de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão.