Brasília – O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Adylson Motta, disse hoje (24) que o reparo das rodovias brasileiras não se enquadra no critério da imprevisibilidade, um dos aspectos que permitiriam a dispensa de licitação para contratar empreiteiras.

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"Se ocorre um fato como uma calamidade, um fato da natureza, está se caracterizando uma atitude emergencial. Agora, as estradas estão abandonadas há muitos anos e não apenas neste governo. Já vêm sendo abandonadas ao longo do tempo, sem qualquer tipo de reparo. Evidentemente, que o resultado é previsível", afirmou. O ministro fez a observação ao anunciar a mega-fiscalização das obras da Operação Tapa-Buraco, que o TCU inicia na próxima segunda-feira (30).

O ministro disse que a operação vai examinar os contratos caso a caso para que o tribunal não seja acusado de paralisar as obras. "Vamos com a maior boa vontade, em nome dos interesses maiores de nosso país, examinar caso a caso. Não queremos que o tribunal seja acusado de paralisar obras, mas não podemos, em nome disso, compactuar com alguma coisa que não seja recomendável".

A fiscalização das obras emergenciais pelo TCU foi pedida pelos ministros Dilma Roussef, da Casa Civil, e Alfredo Nascimento, dos Transportes.

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