A Ponte da Amizade, que liga Brasil e Paraguai, está com o tráfego interrompido desde terça-feira (7), em razão de uma manifestação de taxistas, mototaxistas e motoristas de vans paraguaios. Eles protestam contra a atuação da Receita Federal brasileira que, fazendo cumprir o Regulamento Aduaneiro, reteve sete táxis e uma van carregados de mercadorias que estariam sendo contrabandeadas. Os manifestantes alegam que não têm como saber o que está nas bagagens e pedem um prazo para se adequar às exigências.

Até mesmo os brasileiros que estão no Paraguai foram impedidos de passar pelo bloqueio montado na área da alfândega paraguaia. Comenta-se que cerca de 2 mil brasileiros, entre funcionários de lojas e turistas, estejam impedidos de retornar para suas casas. A televisão chegou a flagrar uma pessoa sendo espancada ao tentar furar o bloqueio.

De acordo com o assessor de imprensa da Receita em Foz do Iguaçu, Robson Perini, o transportador é co-responsável pelo que leva. Ele também desconsidera a argumentação sobre o prazo pedido pelos manifestantes, pois as normas são de dezembro de 2002.

Segundo a Receita, os veículos que transportam mercadoria dentro da cota de US$ 300 e num volume que não caracterize que será utilizado para fins comerciais ou aqueles que possuem apenas produtos legalizados não terão nenhum problema.

A Federação dos Taxistas de Ciudad del Este, no Paraguai estima que haja 1.500 taxistas, mil motoristas de vans e kombis além de 600 mototaxistas na fronteira paraguaia. Os manifestantes tentam marcar uma reunião com o presidente paraguaio Nicanor Duarte Frutos para solicitar que ele converse com as autoridades brasileiras.